Nos meados dos anos cinquenta, a Ferrari dispunha na sua gama desportiva, quer automóveis equipados com o motor V12 que equipava os Sport e os GT, e o motor de quatro cilindros que equipava os 750 Monza e os Fórmula 1.
O 250 Monza surge nessa altura como um automóvel híbrido, que usa o chassis do 750 Monza (Tipo 510/119) e o motor do 250 MM, com a única diferença de ter a ignição por magneto. O 250 Monza venceu, através dos pilotos Trintignant e Piotti as 12 Horas de Hyères de 1957. Teve uma carreira curta.



Nº de chassis construídos (1954): Total de 4, #0420M, #0432M, #0442M, #0466M


Principais características técnicas:


Motor:

V12 a 60º (frente, longitudinal)
Cilindrada: 2953,2 cc (73x58,8mm)
Cilindrada unitária:  246,1 cc
Taxa de Compressão: 9:1
Potência máxima: 240 CV às 7200 rpm
Distribuição: Duas válvulas por cilindro, árvores de cames simples
Alimentação: Três carburadores Weber 36IF4/C
Ignição: Simples, dois magnetos
Lubrificação: Cárter húmido

Transmissão:

Caixa de quatro velocidades + marcha atrás. Diferencial autoblocante ZF. Tracção às rodas traseiras

Châssis:

Monobloco com tubos de aço de secção elíptica
Suspensão frontal: Rodas independentes, quadriláteros deformáveis, molas de folhas transversais e amortecedores hidráulicos.
Suspensão traseira: Eixo de Dion, molas de folhas transversal e amortecedores hidráulicos.
Travões: Tambor com comando hidráulico
Reservatório de combustível de 135 litros

Carroçaria:

Barchetta de dois lugares. Em aço. Pininfarina

Pneus:

Frente:5.50 -16
Trás: 6.00 - 16

Dimensões:

Distância entre eixos: 2250 mm
Peso: 850 Kg

Prestações:

Velocidade máxima: 250 Km/h


(Dados baseados em documentos oficiais)

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#0420M

1955

III Grande Prémio de Lisboa
Circuito de Monsanto
23/24 de Julho
Hans Tak (nº10)
Corrida: 9º